quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A largada do nado de costas



No segundo dia de disputas do Mundial de Piscina Curta de Istambul, Guilherme Guido garantiu a primeira medalha do Brasil na competição. O nadador do Pinheiros faturou o bronze na final dos 100m costas, nesta quinta-feira, 13/12/12.



O nado de costas é o único estilo que o atleta larga de dentro da piscina. 
Observe a saída do Guilherme na foto anexada neste instante. O nadador dá um impulso com os braços e pernas de maneira a formar um arco com seu corpo e tirá-lo ao máximo d'água para ganhar um bom alcance. A primeira vista parece estranha esta técnica, porque ele já estando dentro d’água bastaria empurrar o corpo com as pernas e partir com suas fortes braçadas. Entretanto, o que ele bem sabe é que a força de arrasto d'água, ou seja, a resistência que esta faz em oposição ao seu movimento é bem maior do que a resistência do ar.   Assim, é preferível fazer este grande esforço na largada e ganhar tempo aí, do que poupar energia inicialmente para depois aproveitá-la nas braçadas para concluir o percusso de 100m!  
Valeu, Guilherme, esperamos vê-lo nas finais da Olimpíada aqui no Rio em 2016.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Parecia trote, mas foi uma aula prática de Física

Mais uma vez realizamos a aula de corrida com a turma de calouros de licenciatura em Biologia 2012/2.
Aprender os conceitos de velocidade média e instantânea através de uma brincadeira é super divertido, tanto para alunos como para mim!  Outros estudantes que passavam por ali chegaram a perguntar se a professora estava dando "trote" nos alunos!
Depois com os dados da posição e intervalos de tempo obtidos pelos alunos, seguimos para a sala de aula, onde foram montados os gráficos das velocidades instantâneas de cada "corredor".

Espero que esta aula fique na memória destes futuros professores de Ciências, para que no futuro eles façam com seus estudantes nas escolas básica.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O barulho dos torcedores convertido em energia elétrica


Um grupo de estudantes de Engenharia Ambiental de Minas Gerais desenvolveu um projeto capaz de transformar o barulho que as torcidas fazem nos estádios em energia elétrica, sem causar impactos ambientais.
A energia proveniente do som das arquibancadas seria captada por receptores revestidos por uma manta, que vibraria ao entrar em contato com as ondas sonoras, gerando eletricidade. Através dos próprios receptores, a energia elétrica sairia para alimentar diversos setores dos estádios, como corredores e banheiros.
O som é uma variação de pressão sonora, isso provoca uma variação da temperatura no local quando da passagem da onda sonora. Pensando nessa variação de temperatura, que é ínfima em condições normais, já existe tecnologia para criar compressores termoacústicos para uso em sistemas de refrigeração. Essa tecnologia também é estudada aqui no Brasil na Universidade Federal de Santa Catarina.
- Você pode abastecer um celular sem a necessidade de ter uma tomada à disposição – explica o professor de Engenharia Carlos Barreira Martinez.
De acordo com o projeto, o nível de ruído necessário para produzir energia é entre 90 e 100 decibéis. A medição do barulho feito por 15 mil torcedores no estádio Independência, cuja capacidade é de 23 mil, atingiu a média esperada.
Uma das ideias dos estudantes é estimular a produção de eletricidade ao usar painéis mostrando qual torcida é a mais animada durantes as partidas. Os estudantes estão em busca de verba para financiar a construção do protótipo e colocar o projeto em prática. Eles acreditam que a ideia poderia ser utilizada nos estádios que vão receber os jogos da Copa do Mundo de 2014.
Veja a matéria veiculada no canal SporTV.com e no blog http://animacustica.com.br

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É possível parar o Seedorf?


A matéria abaixo foi apresentada no programa televisivo Globo Esporte da Rede Globo, no dia 27 de outubro de 2012, sábado.   


A questão: como parar o Seedorf, foi colocada pela produção deste programa, e eu fui convidada para fazer uma pequena participação na matéria (clique no link).  

Fiz um modelo físico bem simples para calcular a força que um zagueiro sofreria ao se colocar na frente do Seedorf  para tentar pará-lo.    Ou seja, imaginei um choque elástico entre estes dois jogadores.  Após a colisão, Seedorf ficaria parado, enquanto que o zagueiro seria lançado a uma distancia considerável.
Toda esta discussão e os valores da força do impacto e a distancia do lançamento do zagueiro são apresentados no filme. 

PS: Observe que a unidade de força, que é Newton (N), ficou errada.


Aproveito para postar a minha foto com a Carol Barcellos que me entrevistou.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ciência sem Fronteiras seleciona aluno da Física dos Esportes


Aluno da Física é selecionado para o programa Ciência sem Fronteiras

O estudante do Instituto de Física Rodrigo Amarante Colpo embarcou em setembro rumo ao País de Gales, lugar onde vai viver os próximos 12 meses: nascido em PortoAlegre e morador do Rio de Janeiro desde 2008, ele vai estudar na Swansea University Prifysgol Abertawe, na cidade de Swansea.  Este é um novo capítulo na trajetória do  jovem gaúcho na busca de seu maior projeto de vida: lecionar física a jovens do ensino médio. Rodrigo, de 26 anos, assumidos os desafios de alguém que tenta a sorte na cidade grande sem ajuda financeira da família. Um dos resultados foi ter sido aprovado no programa Ciência Sem Fronteiras.
Programa do governo federal que promove o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação.
Na preparação para a seleção, Rodrigo Colpo recorreu a um método peculiar: “Há
cerca de dois anos decidi que era importante aprender inglês e, como não tinha dinheiro
para pagar um curso, acessei um dicionário na internet e passei a decorar a pronúncia
das palavras”. O jovem fez o exame de proficiência International English Language
Testing System – IELTS e após duas tentativas foi aprovado.
Coordenadora do projeto Física dos Esportes, no qual Rodrigo Colpo é
bolsista de Iniciação à Docência, a professora Rosana Bulos avalia: “Acredito que a volta
do estudante enriquece aqueles que estão aqui e não tiveram a chance de fazer a viagem.
Não é um investimento sem retorno”.
Segundo o Departamento de Cooperação Internacional, atualmente 71 alunos da
UERJ se preparam para ir ou já estão realizando intercâmbio por meio do programa.
Após o período de um ano, os estudantes voltam ao Brasil, onde devem permanecer
por cerca de dois anos, dividindo experiências e atuando em suas áreas de origem.
Em um período de quatro anos está prevista a oferta de 101 mil bolsas. A seleção
inclui entrevista e prova de proficiência no idioma do país de destino. As despesas da
viagem, como passagem e moradia, são custeadas pelo governo federal.

matéria do Informe UERJ, Ano XIX • Setembro / Outubro de 2012 • nº 119 | http://www.uerj.br/publicacoes/informe_uerj/informe_uerj119.pdf

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ensino de Física aliado a uma modalidade esportiva


COBERTURA ESPECIAL – 23ª UERJ SEM MUROS

Projeto propõe o ensino de Física aliado a uma modalidade esportiva
Com o objetivo de tornar a disciplina mais interessante, a quadra de esportes passa a ser uma extensão das salas de aula

Basta conversar com alguns estudantes para se chegar à seguinte conclusão: uma das matérias que mais desagrada os alunos é a Física. Devido à grande quantidade de fórmulas e à complexidade das análises, a disciplina pode não despertar o interesse, fazendo com que as aulas fiquem cansativas. Pensando nisso, o graduando em Física pela Uerj, Cleovan José, desenvolveu o projeto “A Física do Salto”, que alia Física ao salto em distância.
Esse estudo está inserido em outro projeto, “A Física dos Esportes”, da professora do Instituto de Física da Uerj, Rosana Bulos Santiago, que também é orientadora de José. A partir dessa ideia, o estudante busca o auxílio na elaboração de atividades suplementares, aquelas em que é possível por em prática toda teoria aprendida dentro das salas de aula. Segundo ele, é perceptível o aumento no interesse dos estudantes: “Nós pegamos uma temática que não é bem aceita e juntamos com o esporte, que geralmente é um assunto mais agradável, e isso faz com que eles se animem para ter as aulas”.
A análise do salto acontece da seguinte forma: o movimento do atleta é descrito a partir de um ponto fixo, o chamado centro de massa. Esse deslocamento vai originar uma parábola, e ao fim, será formada a trajetória do salto. Porém, o curioso é que existe um fator que pode influenciar na distância total alcançada pelo esportista, a aceleração da gravidade. Como esse coeficiente não é fixo, tem uma média de 9,8 m/s², pode fazer com que a diferença na distância seja de até um centímetro. Parece pouco, mas foi exatamente essa medida que proporcionou a medalha de ouro para a atleta brasileira Maurren Maggi, nas Olimpíadas de 2008.

O projeto já é aplicado em um curso pré-vestibular popular em Campo Grande. José explica que, devido a intensidade dos estudos no preparo para as provas, é importante ter uma forma menos cansativa para aumentar o rendimento do estudante. "A resposta dos alunos tem sido positiva, mas
ainda temos o objetivo de chegar no Ensino fundamental e Médio. Além disso, também participamos
de eventos de divulgação cientifica e feiras de Física para disseminar essa nova forma de aprendizado e tornar a disciplina menos cansativa e mais interessante para os alunos".

Matéria escrita por Paloma Quintão e divulgada no site http://www.agenc.uerj.br/





domingo, 23 de setembro de 2012

Alan Fonteles x Pistorius: passadas mais largas


Favorito para a final da prova dos 200 m rasos nas Paraolimpíadas de Londres 2012, Oscar Pistorius, que ficou com a medalha de prata, declarou que a prova não tinha sido justa por conta do tamanho das próteses do vencedor brasileiro, pois ele estava mais alto comparado com o mundial de atletismo na Nova Zelândia no ano passado. O comitê discordou, afirmando que a vitória foi legítima e que todos os competidores tiveram suas próteses auditadas antes da corrida, de acordo com o manual de classificação.

Alan Fonteles admitiu estar mais alto, com 1,81cm, contra 1,76cm do último mundial. Mas, apesar das críticas de Pistorius, a mudança é permitida pelas regras do Comitê Paraolímpico Internacional. A polêmica polarizou Londres em torno do tema ainda cercado de dúvidas: qual é o tamanho máximo permitido para as próteses dos corredores?


O Comitê Paraolímpico Internacional determina o tamanho máximo de um atleta com as próteses, projetando uma altura hipotética com a ajuda de um gráfico.  O cálculo é feito a partir da medição do “demi-span”, que é a distância do topo do tórax, próximo a garganta, até o dedo médio do braço esquerdo aberto no seu limite.  Essa medição é feita com o atleta de pé com as costas posicionadas contra uma parede, com o braço direito na posição de 90 graus e com a palma da mão erguida à sua frente.

A altura máxima de pé é então calculada seguindo a seguinte fórmula:

Mulheres(centímetros)=[1,35xdemi-span(cm)+60,1].
Homens (centímetros) = [1,40 x demi-span (cm) + 57,8].

A razão entre a projeção da altura do osso do ombro e a altura do "demi-span" é a estimativa final da altura máxima de pé.  Assim, o atleta, munido de suas próteses, não pode ficar mais alto do que esse número acrescido de uma diferença residual de 2,5%, para mais ou para menos.

É difícil dizer se o aumento das próteses de Alan influenciou no vencimento da prova sobre o Pistorius, mas podemos dizer que houve uma melhora, pois permite que ele dê passos maiores em relação a sua antiga altura. Estudos feitos sobre caminhada e corrida mostram que quanto maior o comprimento da perna, maior será o comprimento de sua passada. Isso significa que com pernas mais longas ele dará menos passos para percorrer certa distância, enquanto que uma pessoa mais baixa precisa dar mais passos para cobrir a mesma distancia.

Portanto, para manter a mesma velocidade, a frequência dos passos de uma pessoa de estatura menor deve ser maior que a frequência de passos de uma pessoa mais alta. Lembrando, que a grandeza freqüência (neste caso) é o número de passos por unidade de tempo. Um exemplo muito simples de se visualizar é um adulto e uma criança caminhando lado a lado, observe que a criança precisa dar mais passos para conseguir acompanhar o adulto.

As questões levantadas pelo atleta sul africano fazem sentido de modo geral, quando muito ainda há por se esclarecer com o uso de novas tecnologias auxiliando atletas nas competições. Entretanto, neste caso particular, ele questionou o inquestionável, porque em Londres, Alan ainda estava mais baixo do que Pistorius.
Matéria postada por Valquiria Bulhosa (aluna de licenciatura em Física )