domingo, 13 de janeiro de 2013

Kyrillos é campeão no Motocross Freestyle 2013


Na sua sétima edição, Fred Kyrillos foi o campeão da Copa Brasil de Motocross Freestyle de 2013, disputada na Hípica do Rio de Janeiro.  Na competição mais importante do país desta modalidade, Kyrillos apresentou um número grande de manobras e conseguiu superar o hexacampeão, Joaninha.

Na quinta-feira passada, antes da competição, estive batendo um papo informal com o Kyrillos (veja foto) e pude perceber o quanto este esporte tem de física!

Falamos da arquitetura das rampas de decolagem e aterrissagem, da distancia necessária entre as duas, da suas curvaturas e alturas, da velocidade e ângulo de partida que a moto faz no momento em que perde o contato com a rampa, do tipo de equipamento e seus respectivos materiais que são usados para proteção do atleta, entre outras tantas informações. 
Realmente foi super interessante!
Na verdade, eu estava na Hípica a pedido da Rede Globo, a matéria que gravamos teve como objetivo usar o fato que a competição iria ocorrer no local de salto de cavalos com a unidade física cavalo-vapor (cv). Esta unidade é utilizada para identificar as potencias de motocicletas, que em inglês é traduzida como horse-power, o vulgo hp.  Mas, lamentavelmente esta matéria não foi ao ar, porque no dia seguinte, o piloto Zoio teve um gravíssimo acidente, com traumatismo craniano e foi operado de emergência, sendo assim, não havia clima para brincadeiras e trocadilhos.

Enfim, foi como eu encerrei a minha participação na entrevista, dizendo:
A física básica explica e descreve os movimentos executados pelos pilotos de um ponto de vista das forcas externas que atuam no centro de massa do piloto-moto, entretanto, este modelo é muito simplista para este esporte; porque as forças executadas pelo piloto sobre a moto (não consideradas) é que definirão as manobras e acrobacias no ar.  Deste modo, qualquer pequeno erro, poderá acarretar sérias conseqüências.

Já ia esquecendo:
O cavalo-vapor foi uma unidade que surgiu na Inglaterra no início do século XIX, quando as máquinas a vapor começaram a substituir o trabalho dos cavalos. Então, nada mais razoável que comparar o trabalho dessas novas máquinas com o trabalho dos cavalos. Assim, ficou estabelecido que um cavalo-vapor equivale ao trabalho realizado por um cavalo para erguer um peso de 75kg, a altura de 1m, em apenas 1s. 
Como a moto do Kyrillos tem 53cv, esta é capaz de erguer 4 toneladas, a altura de 1m, em apenas 1s .  Que potência !!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O equilíbrio de Arthur Zanetti está associado a sua estatura



Arthur Zanetti, ganhador da primeira medalha de ouro da história da ginástica artística brasileira na Olimpíada de Londres, fez diferença ao realizar com perfeição movimentos que demandam enorme força nas argolas.

Ao lado de Sheilla do vôlei, eles venceram a votação pela internet de melhores atletas feminino e masculino do ano de 2012. Lado a lado na entrega do Premio Brasil Olímpico, no palco do Teatro Municipal do RJ, a diferença de altura de 29cm dela para ele chamava atenção. As brincadeiras foram inevitáveis; nada constrangido e muito a vontade do alto do seu reinado, ele esclareceu:
- É assim mesmo. No esporte dela você tem que ser alto e no meu, baixinho - disse Arthur.

Arthur sabe o que diz, para realizar uma série de movimentos da ginástica artística é melhor ser baixo. Este fato está diretamente associado a duas grandezas físicas: o centro de massa e o torque do corpo.

O centro de massa (CM) é um ponto fictício do corpo, onde se representa toda a massa daquele corpo. Este ponto varia conforme a geometria, densidade e heterogenicidade do corpo. O CM não necessariamente coincide com o centro geométrico do corpo, pode inclusive estar localizado fora do mesmo.

No caso do corpo humano, normalmente o centro de massa localiza-se na altura da cintura, logo acima do umbigo. Entretanto, para perfis como do Zanetti, tronco e braços extremamente fortes, o CM localiza-se um pouco mais acima da cintura. Portanto, para compensar a subida do CM e para que este ponto fique perto do solo, o atleta deve ser baixo, aumentando dessa forma o equilíbrio durante a execução de diversos movimentos de rotações e sustentação.

O torque é a grandeza física associada as alavancas, portanto, se o corpo tende a rodar entorno do CM, os “braços da alavanca” serão o tamanho das pernas de um lado e do outro o tronco. Então se estes forem pequenos, pouco balanço este corpo sofrerá. Assim o atleta de baixa estatura terá mais equilíbrio do que um alto.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A largada do nado de costas



No segundo dia de disputas do Mundial de Piscina Curta de Istambul, Guilherme Guido garantiu a primeira medalha do Brasil na competição. O nadador do Pinheiros faturou o bronze na final dos 100m costas, nesta quinta-feira, 13/12/12.



O nado de costas é o único estilo que o atleta larga de dentro da piscina. 
Observe a saída do Guilherme na foto anexada neste instante. O nadador dá um impulso com os braços e pernas de maneira a formar um arco com seu corpo e tirá-lo ao máximo d'água para ganhar um bom alcance. A primeira vista parece estranha esta técnica, porque ele já estando dentro d’água bastaria empurrar o corpo com as pernas e partir com suas fortes braçadas. Entretanto, o que ele bem sabe é que a força de arrasto d'água, ou seja, a resistência que esta faz em oposição ao seu movimento é bem maior do que a resistência do ar.   Assim, é preferível fazer este grande esforço na largada e ganhar tempo aí, do que poupar energia inicialmente para depois aproveitá-la nas braçadas para concluir o percusso de 100m!  
Valeu, Guilherme, esperamos vê-lo nas finais da Olimpíada aqui no Rio em 2016.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Parecia trote, mas foi uma aula prática de Física

Mais uma vez realizamos a aula de corrida com a turma de calouros de licenciatura em Biologia 2012/2.
Aprender os conceitos de velocidade média e instantânea através de uma brincadeira é super divertido, tanto para alunos como para mim!  Outros estudantes que passavam por ali chegaram a perguntar se a professora estava dando "trote" nos alunos!
Depois com os dados da posição e intervalos de tempo obtidos pelos alunos, seguimos para a sala de aula, onde foram montados os gráficos das velocidades instantâneas de cada "corredor".

Espero que esta aula fique na memória destes futuros professores de Ciências, para que no futuro eles façam com seus estudantes nas escolas básica.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O barulho dos torcedores convertido em energia elétrica


Um grupo de estudantes de Engenharia Ambiental de Minas Gerais desenvolveu um projeto capaz de transformar o barulho que as torcidas fazem nos estádios em energia elétrica, sem causar impactos ambientais.
A energia proveniente do som das arquibancadas seria captada por receptores revestidos por uma manta, que vibraria ao entrar em contato com as ondas sonoras, gerando eletricidade. Através dos próprios receptores, a energia elétrica sairia para alimentar diversos setores dos estádios, como corredores e banheiros.
O som é uma variação de pressão sonora, isso provoca uma variação da temperatura no local quando da passagem da onda sonora. Pensando nessa variação de temperatura, que é ínfima em condições normais, já existe tecnologia para criar compressores termoacústicos para uso em sistemas de refrigeração. Essa tecnologia também é estudada aqui no Brasil na Universidade Federal de Santa Catarina.
- Você pode abastecer um celular sem a necessidade de ter uma tomada à disposição – explica o professor de Engenharia Carlos Barreira Martinez.
De acordo com o projeto, o nível de ruído necessário para produzir energia é entre 90 e 100 decibéis. A medição do barulho feito por 15 mil torcedores no estádio Independência, cuja capacidade é de 23 mil, atingiu a média esperada.
Uma das ideias dos estudantes é estimular a produção de eletricidade ao usar painéis mostrando qual torcida é a mais animada durantes as partidas. Os estudantes estão em busca de verba para financiar a construção do protótipo e colocar o projeto em prática. Eles acreditam que a ideia poderia ser utilizada nos estádios que vão receber os jogos da Copa do Mundo de 2014.
Veja a matéria veiculada no canal SporTV.com e no blog http://animacustica.com.br

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É possível parar o Seedorf?


A matéria abaixo foi apresentada no programa televisivo Globo Esporte da Rede Globo, no dia 27 de outubro de 2012, sábado.   


A questão: como parar o Seedorf, foi colocada pela produção deste programa, e eu fui convidada para fazer uma pequena participação na matéria (clique no link).  

Fiz um modelo físico bem simples para calcular a força que um zagueiro sofreria ao se colocar na frente do Seedorf  para tentar pará-lo.    Ou seja, imaginei um choque elástico entre estes dois jogadores.  Após a colisão, Seedorf ficaria parado, enquanto que o zagueiro seria lançado a uma distancia considerável.
Toda esta discussão e os valores da força do impacto e a distancia do lançamento do zagueiro são apresentados no filme. 

PS: Observe que a unidade de força, que é Newton (N), ficou errada.


Aproveito para postar a minha foto com a Carol Barcellos que me entrevistou.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ciência sem Fronteiras seleciona aluno da Física dos Esportes


Aluno da Física é selecionado para o programa Ciência sem Fronteiras

O estudante do Instituto de Física Rodrigo Amarante Colpo embarcou em setembro rumo ao País de Gales, lugar onde vai viver os próximos 12 meses: nascido em PortoAlegre e morador do Rio de Janeiro desde 2008, ele vai estudar na Swansea University Prifysgol Abertawe, na cidade de Swansea.  Este é um novo capítulo na trajetória do  jovem gaúcho na busca de seu maior projeto de vida: lecionar física a jovens do ensino médio. Rodrigo, de 26 anos, assumidos os desafios de alguém que tenta a sorte na cidade grande sem ajuda financeira da família. Um dos resultados foi ter sido aprovado no programa Ciência Sem Fronteiras.
Programa do governo federal que promove o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação.
Na preparação para a seleção, Rodrigo Colpo recorreu a um método peculiar: “Há
cerca de dois anos decidi que era importante aprender inglês e, como não tinha dinheiro
para pagar um curso, acessei um dicionário na internet e passei a decorar a pronúncia
das palavras”. O jovem fez o exame de proficiência International English Language
Testing System – IELTS e após duas tentativas foi aprovado.
Coordenadora do projeto Física dos Esportes, no qual Rodrigo Colpo é
bolsista de Iniciação à Docência, a professora Rosana Bulos avalia: “Acredito que a volta
do estudante enriquece aqueles que estão aqui e não tiveram a chance de fazer a viagem.
Não é um investimento sem retorno”.
Segundo o Departamento de Cooperação Internacional, atualmente 71 alunos da
UERJ se preparam para ir ou já estão realizando intercâmbio por meio do programa.
Após o período de um ano, os estudantes voltam ao Brasil, onde devem permanecer
por cerca de dois anos, dividindo experiências e atuando em suas áreas de origem.
Em um período de quatro anos está prevista a oferta de 101 mil bolsas. A seleção
inclui entrevista e prova de proficiência no idioma do país de destino. As despesas da
viagem, como passagem e moradia, são custeadas pelo governo federal.

matéria do Informe UERJ, Ano XIX • Setembro / Outubro de 2012 • nº 119 | http://www.uerj.br/publicacoes/informe_uerj/informe_uerj119.pdf