sexta-feira, 17 de maio de 2013

A tecnologia deve estar a nosso favor


Está matéria foi feita comigo e minha filha pela Revista Veja online,  no dia 15 de maio de 2013. 

Discute o uso do celular e o crescente consumo deste aparelho pela classe feminina. Eu sou a favor do seu uso, mas é sempre bom lembrar:

A tecnologia deve estar a nosso favor, e não ela nos consumir !!!

Ter um celular "nervoso" (aquele que não para de tocar), incomoda a todos que estão em volta.  



http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/mulheres-ultrapassam-os-homens-na-compra-de-celulares

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A prática experimental da física do salto em distancia.


Mais uma vez, ensinando física através do esporte, elaboramos uma prática sobre a modalidade Salto em Distancia, e fizemos esta “brincadeira” com a turma de licenciatura em Biologia (2013/1) no jardim da UERJ.


Sabe-se, que o centro de massa do atleta ao realizar o salto em distancia descreve uma trajetória parabólica, portanto, o objetivo da prática realizada com os estudantes foi o de encontrar o ângulo de partida no momento do salto.  É fácil obtê-lo, basta ter a velocidade instantânea no momento do salto e distancia atingida.  A velocidade é obtida através da coleta de dados dos tempos nos últimos quatro metros e a distancia é medida diretamente no chão com trena.  Estimulamos os alunos a comparar seus resultados com os encontrados no site da associação de atletismo para o salto em distancia.  Assim como, a entender que este salto depende do valor da gravidade, e portanto, em determinados locais do globo terrestre é mais difícil o atleta ter boas marcas.

Aacima estou anexando a foto da turma de licenciatura em Biologia, ingressantes em 2013/1, e um filme da nossa prática.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Esporte Espetacular mostra a física da cesta de três pontos



MATÉRIA APRESENTADA PELO ESPORTE ESPETACULAR (TV GLOBO)

Nos anos oitenta surgiu uma nova regra no jogo de basquete: uma bola lançada e convertida apropriadamente à distancias superiores a 6.75m da cesta valeria três pontos, desde então, quando isso acontece durante uma partida é motivo de alegria, pois não é nada trivial conseguir tal façanha.  Foi justamente com uma cesta desta que definiu o vencedor no estouro do cronômetro na última quinta-feira, terminando a partida com o placar de 92 a 89 para o Pinheiros sobre o Brasília.   A comemoração foi ainda maior pelo fato do time paulista ter quebrado a invencibilidade do adversário após 16 vitórias consecutivas!

Assim, é natural o interesse em se entender, sob o ponto de vista físico, quais as grandezas fundamentais que descrevem o movimento da bola ao realizar a cesta de três pontos. Por esse motivo eu fui convidada a participar do Esporte Espetacular que foi ao ar no dia 31 de março de 2013, na rede Globo.

Nada mágico, é apenas um movimento parabólico, onde as grandezas fundamentais são o ângulo de lançamento e a velocidade de partida da bola.  O que há de novo é correlacionar estas grandezas com a força que o jogador precisa fazer no momento do lançamento. A força será menor quão mais ele consiga lançar a bola num ângulo próximo de 45º, se considerada a distancia fixa. Desse modo, o atleta se desgastará menos, e restará mais energia para os próximos lances.
Abaixo posto o vídeo do Esporte Espetacular para vocês darem uma olhada!   


domingo, 31 de março de 2013

Desafio Mano a Mano 150m


          
O Rio de Janeiro viveu mais uma manhã de graça neste domingo de Páscoa.  As areias da
praia do Leme estavam lotada para assistir o evento intitulado Mano a Mano, que foi patrocinado pela Caixa Econômica e Sesi. A euforia vinha por conta da espera do super campeão de atletismo Usain Bolt para corrida dos 150m.   Bolt correu contra mais três atletas olímpicos e  ganhou com folga a prova com o tempo de 14,42s.  Eu que estava lá, muito bem posicionada, suspeitei que ele deu uma desacelerada propositalmente quase no final da prova, o que influenciou a não quebra do seu próprio recorde (14,35s).    Além desta, tiveram outras duas provas de 150m nas categorias feminina e paraolímpico masculino T44.


           Por vários motivos, fiquei surpresa com a prova de Alan Fonteles contra Jerome Singleton, quando o brasileiro o venceu em 15,68s.  Primeiramente, pelo improvável equilíbrio que Fonteles consegue em suas longas próteses de corrida.  Depois por tomar conhecimento que seu adversário, além de ter vários títulos em provas de corrida também conquistou na área científica os títulos de Bacharelado em Matemática e Física Aplicada, e atua como pesquisador na Nasa e no Cern.   E mais do que tudo, por Alan ter desempenhado um perfil de corrida de velocidade em função da distancia totalmente diferente dos atletas olímpicos e para-olímpicos, assim como, aqueles previstos pelas teorias vigentes (Teoria de Keller e Teoria de Tibishirani).   O americano se manteve com ampla vantagem até os 70m da prova, quando então, seu adversário imprimiu uma aceleração tal que o passou e o deixou para traz em continua velocidade crescente.  Incrível!  Nenhum corredor, que eu tenha visto consegue aumentar tanto a velocidade assim no final da prova, ao contrário, em média, nos últimos metros, suas velocidades tendem a diminuir por não aguentarem o forte ritmo.

             A organização do evento foi ótima e o público se comportou de modo exemplar. Foi um domingo de muito sol com a bela presença de um raio, sem trovoada ou tempestade!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A boa visão potencializa a prática dos esportes



Não somente os esportes relacionados a boa pontaria, como o arco e flecha, tiro ao alvo dependem  de uma boa visão para sua prática.  Um praticante de ciclismo ou motocross precisa estar com os olhos “bem atentos” para fugir dos buracos,  poças de óleos, objetos perfurantes ou qualquer obstáculo que possa tornar seu caminho indesejável, impedindo-o de completá-lo.  Os defeitos de visão devem ser compreendidos, identificados  e corrigidos adequadamente através de visitas ao oftalmologista.  Como também, para aqueles atletas que tem a visão perfeita, mas que praticam esportes ao ar livre – vôlei de praia, frescobol, entre outros – precisam saber fazer uma boa escolha dos seus óculos escuros com proteção aos raios ultra-violeta. 
Compreender o espectro eletromagnético e os mecanismos da visão humana potencializa a prática dos esportes.

Abaixo indico alguns sites que ajudam a esclarecer este assunto:  
1)Olho Humano
2)Programa Bem Estar (muito bom)
3)Cálculo da vergência da lente (didático)
4) Astigmatismo
5)Cirurgia de visão
http://www.youtube.com/watch?v=BhCGBXTfxYI&NR=1&feature=endscreen

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Giros aéreos no skate: baixinhos se dão bem



Participei desta matéria que foi apresentada no Jornal Nacional no dia 2/2/2013, e no Esporte Espetacular no dia 3/2/2013, ambos programas da Rede Globo.


Em virtude do Campeonato Mundial de Skate Vertical está sendo realizado aqui no Rio de Janeiro, a equipe do Jornal Nacional me contactou para explicar fisicamente o comentário feito pelo super campeão de skate Bob B.; que os skatistas baixinhos teriam vantagem sobre os altos neste esporte.

Fiquei feliz porque minha participação não se resumiu aos 15 segundos de comentários, pude dar diversas sugestões para as imagens e animação da matéria, de modo a tornar mais claro o conceito de velocidade angular, foco da discussão, que responde a afirmação do skatista.

VALE CONFERIR




Lorena (produtora do JN), eu (física) e Carol Barcellos (entrevistadora)



sábado, 26 de janeiro de 2013

Diferenças ente o futebol de campo e areia

Matéria apresentada no Esporte Espetacular da rede Globo no dia 20 janeiro de 2013.


Médicos, fisiologistas e professores de educação física acompanham jogo da seleção brasileira em praia do RJ, com testes de sangue, resistência e GPS


Eles vivem à beira do mar, com os pés descalços na areia, usam trajes confortáveis e jogam futebol. É difícil imaginar um ambiente mais agradável para ser chamado de local de trabalho. Só que essa situação privilegiada também contribui para alimentar a ideia de que os jogadores da praia têm uma vida fácil ou que o esporte não exije tanto esforço. 

Um pensamento comum é de que a areia ainda é um destino para os atletas que já não aguentam a rotina de treinamentos do futebol de campo. Mas a conclusão de que este é um espaço para quem não está mais em forma já está defasada. Para entender melhor esse universo, o Esporte Espetacular convidou especialistas para comparar as capacidades físicas dos atletas da areia e do campo.
- Esse espectro do jogador velho, acabado, isso está totalmente defasado. Não existe mais na prática. Ele não é um aposentado do campo que já não tinha mais condições e foi fazer um lazer. Esse pessoal tem uma condição física muito privilegiada - disse o médico Claudio Gill.
Se nos gramados, os jogadores são frequentemente estudados por clubes, seleções e universidades, na areia, a informação ainda é escassa. Fisiologistas e professores de educação física acompanharam um jogo da seleção brasileira de futebol de areia para mapear as exigências desse esporte.
O primeiro teste realizado, o antropométrico, avaliou as medidas dos corpos dos praticantes. E o resultado apontou que os percentuais de gordura corporal dos jogadores de areia muito mais próximos aos encontrados no futebol de campo: 10,7% para os que atuam na praia contra 10,5% gastos pelos atletas dos gramados.
Na segunda análise, foram posicionadas duas células fotoelétricas no chão, conectadas a um computador. O cálculo para avaliar a altura do salto e a resistência da musculatura não teve diferenças significativas. A potência e a resistência da perna de um jogador de futebol de areia é equivalente ao dos atletas dos gramados.
- Na areia, a gente força muito sua musculatura, exige mais do músculo. Muita potência e muita força. E como estamos no início de temporada, esse desgaste é ainda maior. Você não para como no futebol de campo.

Durante uma partida, com o auxílio da tecnologia, os estudos detectaram exatamente o que acontece no corpo dos atletas em ação. Com monitores cardíacos, associados a um relógio, é possível verificar como o coração do atleta se comporta durante o jogo. A medição ainda conta com um acessória com sistema de GPS (sistema de posicionamento global). Os receptores de sinais de alta frequência para satélite, determinando a posição exata do jogador dentro de quadra. Assim, o estudos desvendam a distância e a velocidade atingidas. 
Diferenças ente o futebol de campo e areia
Bruno Xavier em ação no jogo-treino da seleção
contra o Flamengo (Foto: Rodrigo Molina)
Nos gramados, um jogador percorre em média 10km por partida. Na areia, ele se desloca menos, no máximo 4km, contudo, com uma intensidade muito mais alta.

- Embora a distância percorrida seja menor, as velocidades de pico são maiores. Ele frequentemente está correndo muito forte. Enquanto no futebol de campo raramente se corre muito forte - destaca o médico.
Se no campo, o atleta anda cerca de 3km, ele passa outros três correndo devagar. Em alta velocidade, acima de 21km/h, corre 1km. Na areia, por sua vez,ele fica em ação o tempo todo, alcançando piques de até 25km.

- Nosso campo é menor, se você der espaço, eles vão fazer o gol. O jogador tem que tirar o perigo rápido, por isso, aperta mais na velocidade. É muita dor na perna, muito cansaço - afirma Bruno Xavier.
A área de uma quadra na praia tem 42m de comprimento e 30m de largura, menos da metade das dimensões dos campos de futebol, com 120m de comprimento e 90m de largura. Correr na areia, no entanto, é bem mais difícil.
- Na areia, a gente corre na ponta do pé. Então, força muito a panturrilha. No campo, já rola aquela passada pisando com todo o pé - analisa Sidney.
A grande diferença são os piques curtos, a intensidade no futebol de areia é maior"
Gustavo, fisiologista
Outra diferença diz respeito aos batimentos cardíacos. No campo, os jogadores passam a maior parte do tempo entre 130 e 150 batidas por minuto, ao contrário da areia, onde o coração dos atletas atuam em uma frequência maior, de 150 a 170 batimentos.
- A grande diferença são os piques curtos, a intensidade no futebol de areia é maior - destaca o fisiologista Gustavo.

Um detalhe importante é o desgaste física que cada atividade provoca. Os atletas gastam energia jogando, e os seus músculos acumulam um resíduo desse esforço físico, o ácido lático. Com pequenas amostras de sangue retiradas do dedo dos jogadores é possível monitorar essa substância. Quanto maior a quantidade de ácido, maior é o cansaço. Nas medições realizadas, foi comprovado que os atletas da areia apresentam uma concentração maior do que os de campo, o que afeta o seu desempenho.
- Se o indivíduo começa a produzir ácido lático, provavelmente a coordenação motora dele é prejudicada. E ele começa a errar mais, a ter mais dificuldade no jogo - aponta Claudio Gill.

É por isso que a regra do futebol de areia não impõe limite para as substituições: o atleta sai quando está esgotado, se recupera e pode retornar.